Empréstimo bolsa família: entenda como funciona

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Você já ouviu falar do empréstimo bolsa família? 

Sim, esse empréstimo está relacionado ao programa do governo, criado em 2004, para oferecer auxílio financeiro a famílias carentes, em situação de pobreza ou extrema pobreza. 

Atualmente, esse benefício atende a mais de 13 milhões de famílias no país. Porém, todos sabem que é um valor baixo e, em muitos casos, podem faltar recursos mesmo para essas famílias contempladas. 

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Foi pensando nisso que o governo disponibilizou também uma linha de crédito, o empréstimo bolsa família, que é exclusivo para essa parcela da população que usufrui desses benefícios. 

Nem sempre as informações sobre esse produto financeiro ficam esclarecidas e muita gente que utiliza o benefício ainda não sabe que existe essa possibilidade! Por isso, neste post queremos explicar o passo a passo. 

Aqui, você vai ler:

  • O que é o empréstimo bolsa família?
  • Como solicitar o empréstimo bolsa família?
  • Requisitos para essa solicitação
  • Quais são os valores disponíveis para o empréstimo bolsa família?

O que é o empréstimo bolsa família?

Como citamos na introdução, o empréstimo bolsa família é uma linha de crédito disponibilizada pelo governo brasileiro a todos os contemplados do benefício bolsa família. 

Ele é considerado um microcrédito e faz parte de um programa chamado Progredir, em que essas pessoas que vivem do auxílio do bolsa família consigam se desenvolver com pequenos negócios, ou mesmo melhorar de vida de alguma forma. 

Então, trata-se de um incentivo para que o contemplado do bolsa família abra sua própria lojinha, venda lanches, ou se envolva em algum tipo de atividade de empreendedorismo como essas. 

Algumas pessoas preferem investir o valor do empréstimo bolsa família em melhor educação para os filhos, algum curso de especialização para conseguir um emprego de boa remuneração ou melhorar as condições de moradia. 

Ou seja, é uma maneira de inserir essas pessoas na economia, possibilitando uma vida com maiores oportunidades – o que sabemos que não é fácil quando a renda é baixa. 

Porém, esse é um produto bancário específico para esse público e existem alguns pré-requisitos para a sua contratação. 

Como solicitar o empréstimo bolsa família?

O empréstimo bolsa família é exclusivo para pessoas que atendam a esses pontos:

  • Famílias com renda mensal inferior a R$ 170,00
  • Todas as crianças e jovens da família até 17 anos precisam estar matriculados na escola
  • É necessário participar das ações do Ministério do Desenvolvimento Social e de Combate à Fome (MDS) para a saúde da mulher. 

Além disso, o programa avalia estes outros requisitos:

  • Possuir uma renda própria além do benefício, com carteira assinada e comprovante de renda
  • Ter fiador
  • Aceitar receber a visita de um fiscal em sua casa, que vai analisar se as condições estão de acordo com o esperado

E depois, como eu solicito o empréstimo bolsa família?

Sabendo de tudo isso, chega a parte mais importante: a solicitação do empréstimo bolsa família. 

Você precisa confirmar se tem direito a participar do programa indo até uma agência da Caixa Econômica Federal e realizando uma consulta. Recebendo uma resposta positiva sobre isso, é necessário seguir os seguintes passos:

  • Agende uma visita de um agente da Caixa e esteja com seu fiador 
  • O tempo de análise demora em média 8 dias depois da visita do agente da Caixa
  • Após receber a notícia da aprovação, você precisa aguardar a liberação do valor que foi solicitado. Quando isso acontecer, você receberá pela Caixa Econômica Federal. 

Pronto, você recebeu o seu empréstimo bolsa família! 

Agora você tem outra preocupação: as taxas de juros desse empréstimo. Vale lembrar que, apesar de ser uma iniciativa do governo para dar suporte às famílias carentes, trata-se de uma modalidade de produtos financeiros, ou seja, está passível da cobrança de juros. 

Essas taxas de uros são cobradas seguindo os seguintes critérios:

  • O valor que você pegou emprestado do programa
  • A quantidade de parcelas que você escolheu
  • A sua situação de renda no momento da solicitação

Entendendo isso, podemos partir agora para um ponto muito importante: os valores que podem ser disponibilizados pelo empréstimo bolsa família. 

Quais são os valores disponíveis para o empréstimo bolsa família?

Segundo o Serasa Ensina, até 2018 o limite de crédito para o empréstimo bolsa família era de R$ 15 mil, sempre variando de acordo com a realidade de cada um. 

A média solicitada pelos contemplados do bolsa família é de R$ 4 mil reais, considerando todos os pontos que já foram tratados acima. 

Vale a pena recorrer ao empréstimo bolsa família?

Antes de tomar essa decisão, é necessário fazer a si mesmo algumas perguntas cruciais:

  • A minha renda permite que eu pague a mensalidade de um empréstimo hoje?

Tente não dar passos maiores do que você consegue. Um empréstimo pode ser uma solução excepcional, mas se não for pago da maneira correta, você pode acabar se enfiando em dívidas. 

Lembrando que o valor da parcela do empréstimo não pode comprometer as suas despesas básicas mensais, como contas de água, contas de luz, compras do mês e etc. 

  • Estou desempregado e quero recorrer ao empréstimo

Caso você esteja desempregado, o empréstimo pode não ser a melhor opção – e seu cadastro pode nem ser aprovado, pois não se enquadra nos requisitos que falamos lá em cima. 

Existem hoje opções de empréstimo para desempregados, assim como outras linhas de crédito disponíveis. Se você for MEI e precisar de recursos para continuar operando no seu trabalho autônomo, existe também o empréstimo juro para MEI

Pesquise sobre suas opções e você encontrará aquela que mais se encaixa ao seu perfil, e não vai prejudicar a sua situação atual. 

Conclusão

Se tratando de assuntos financeiros, todo cuidado é pouco! Ao falarmos de questões desse nível, envolvendo bancos e instituições financeiras, com a cobrança recorrente de juros e a possibilidade de deixar o CPF negativado, é importante que você entenda todos os riscos que corre. 

Não dá para negligenciar aqui a importância da educação financeira, do planejamento e da precaução, independentemente se o salário é alto ou é baixo. 

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